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A Casa de Deus de Samuel Shem e o sistema médico em Angola

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Stephen Berg, médico psiquiatra, em entrevista ao Boston Globe falou da sua primeira e mais conhecida obra: “A Casa de Deus” que assinou sob o pseudónimo de Samuel Shem. A entrevista conduzida por outra médica psiquiatra centra-se nesta obra que já vendeu mais de 2 milhões de cópias no mundo inteiro e desencadeou uma onda de ódios na altura do seu lançamento em 1978. Este romance autobiográfico, transformado em comédia trágica retrata o ponto de vista de um médico estagiário sobre a medicina exercida num dos melhores hospitais americanos:  Casa de Deus.   Ao longo do livro descreve-se um conjunto de humanos associados a um “sistema médico” que diariamente decidem desistir ou persistir na humanidade. O livro relata em jeito de diário o percurso do jovem médico que ao aceitar um estágio transita da vida estudantil para a profissional. Convencido que detém todas as ferramentas que lhe permitirão cumprir com zelo o juramento de Hipócrates atira-se no acto nobre de salva...

Terrenos infraestruturados e a especulação imobiliária em Angola

É certo e sabido que o Estado Angolano tem investido avultadas somas na expansão das cidades de forma a garantir habitação e qualidade de vida aos seus cidadãos. Esta expansão passa necessariamente por um processo de infraestruturação que até à actualidade depende exclusivamente do sector público através dos mais diferenciados Ministérios e Gabinetes Técnicos e contratação pública de empreiteiros. O referido investimento (vias, rede de abastecimento de água, rede de energia eléctrica, equipamentos públicos, etc) não tem sido recuperado para o Estado. Os privados obtiveram estes terrenos infraestruturados através de cedências gratuitas ou a valores irrisórios que não contemplavam o investimento do estado em infraestrutura. Muitas destas transacções baseavam-se, infelizmente, em tipos ilegais de práticas (tráficos de influência, nepotismo, corrupção, etc.). Sendo assim, a mais-valia do terreno destas áreas prime foi sendo transferida para os promotores imobiliários que lucrava...

Direito ao Espaço Público (VERDE)

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Angola integra os países membros das Nações Unidas que firmaram o compromisso de implementar uma Agenda Universal assente em 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e 169 metas . Indivisíveis harmonizam os pilares do desenvolvimento sustentável: economia, social e ambiente orientando políticas e acções referentes à pobreza extrema, fome, prosperidade, paz, justiça, alterações climáticas, degradação ambiental e desigualdade. A estratégia de desenvolvimento passa obrigatoriamente e segundo este paradigma internacional por um processo de urbanização que se quer mais inclusivo, verde, equitativo e compacto . Os planos urbanísticos e territoriais são as ferramentas essenciais e dinâmicas que garantem a distribuição da riqueza e da prosperidade num mix social . A estes instrumentos de gestão territorial recomenda-se que apresentem a rigidez esquelética da macroinfraestrutura e a flexibilidade da pele na distribuição dos usos e investimentos privados. Numa analogia simplist...

Alterações climáticas e ordenamento do território - Angola

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Em declarações à Angop à margem da palestra sobre "Alterações climáticas e nova economia", promovido pela Angola American Academy, a arquitecta sublinhou que a preservação do ecossistema depende do empenho e participação de toda a sociedade, com atitudes que possam minimizar os efeitos negativos ao meio ambiente. "A sociedade deve ser participante na integração de temática ambiental nas políticas do Estado com vista a uma revolução neste sector", frisou. A arquitecta, que presidiu a referida palestra, defendeu a utilização de tecnologias ambientais por mitigarem e prevenirem danos ambientais. “Todos juntos podemos mudar o cenário do ambiente, sendo necessária uma consciência de habitação assente em valores de protecção do ambiente", realçou. De acordo com a fonte, ao prevenir-se danos ambientais evita-se a poluição das águas, do ar, dos solos e a poluição da vegetação. fonte: http://oinstalador.com/categoria/id/15/Ambiente Cristina Câmara realç...

O mito da necessidade de demolição dos musseques: os custos bilionários

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O processo de urbanização é um dos principais desafios que os governos pretendem controlar e planear. Deste processo depende a qualidade de vida e o grau de satisfação das populações. Segundo a Nova Agenda Urbana da UN habitat "até 2050 espera-se que a população urbana quase duplique fazendo da urbanização uma das mais transformadoras tendências do Século XXI". É neste contexto acelerado de urbanização, e tendo em atenção a economia informal, que se pretende quebrar o mito da demolição obrigatória dos musseques em ambiente urbano.  À primeira vista a questão dos assentamentos urbanos informais, os famosos musseques, parece ser um problema sem solução; o investimento em construção de habitações sociais massivas para realojar a população dos musseques se afigura economicamente inviável e em períodos temporais que fogem aos ciclos eleitorais. Mas após anos de experiências fracassadas não só de África mas em cidades latino-americanas conclui-se que é no resolver desta proble...

Será Issaiko? - a questão do feitiço!!!!

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Será Issaiko? O livro tem como título uma questão? Uma questão que percorre toda a obra, e que nos remete a colocar em causa o nosso sistema individual de crenças e valores. Cada leitor parte crente ou descrente dessa sabedoria popular que subjuga seres humanos ao feitiço. “Eu não acredito em bruxas mas que as há! Há!” Este conhecimento vive do mistério subjacente a uma revelação sobrenatural tida por supostos clarividentes ( kimbandeiros ) e cuja veracidade é impossível atestar. Pressupõe-se “confiança cega” na palavra dos kimbandeiros que alegam “ver” mais além que todos os outros, e que dada essa clarividência podem “julgar espiritual e moralmente” seres que desprovidos de protecção social e judicial se vêm ostracizados e menosprezados. Podemos não conseguir verificar a clarividência desses feiticeiros que julgam o espírito dos seres humanos, condenando-os arbitrariamente, por vezes, à morte. Mas podemos atestar sobre a maior parte das vítimas deste julgamento. E coi...

Angola pode e deve liderar no mundo

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JANELAS DE OPORTUNIDADES População jovem Angola à semelhança dos restantes países africanos detém uma população maioritariamente jovem que com “ligeiro” investimento em formação deve ser o motor da indústria que tanta falta faz ao país. Mas sabe-se que à medida que avançamos neste século XXI maior a tendência de robotização e automatização pelo que este processo de potenciar a faixa jovem em benefício do país terá de ser realizado numa janela temporal de 3 anos. A potenciação desta força motriz deverá contar com uma liderança não reduzida ao pragmatismo castrante dos “mais velhos”. A governação da maioria não pode ser conduzida pelo topo da pirâmide demográfica, os eternos jovens entre os 60 e 75 anos. A representatividade democrática deve ser implementada a todos os níveis. Tal como previsto no artigo 53º da Constituição da República de Angola "todo o cidadão tem o direito de acesso, em condições de igualdade e liberdade, aos cargos públicos, nos termos da Constituição ...