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Alterações climáticas e ordenamento do território - Angola

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Em declarações à Angop à margem da palestra sobre "Alterações climáticas e nova economia", promovido pela Angola American Academy, a arquitecta sublinhou que a preservação do ecossistema depende do empenho e participação de toda a sociedade, com atitudes que possam minimizar os efeitos negativos ao meio ambiente. "A sociedade deve ser participante na integração de temática ambiental nas políticas do Estado com vista a uma revolução neste sector", frisou. A arquitecta, que presidiu a referida palestra, defendeu a utilização de tecnologias ambientais por mitigarem e prevenirem danos ambientais. “Todos juntos podemos mudar o cenário do ambiente, sendo necessária uma consciência de habitação assente em valores de protecção do ambiente", realçou. De acordo com a fonte, ao prevenir-se danos ambientais evita-se a poluição das águas, do ar, dos solos e a poluição da vegetação. fonte: http://oinstalador.com/categoria/id/15/Ambiente Cristina Câmara realç...

O mito da necessidade de demolição dos musseques: os custos bilionários

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O processo de urbanização é um dos principais desafios que os governos pretendem controlar e planear. Deste processo depende a qualidade de vida e o grau de satisfação das populações. Segundo a Nova Agenda Urbana da UN habitat "até 2050 espera-se que a população urbana quase duplique fazendo da urbanização uma das mais transformadoras tendências do Século XXI". É neste contexto acelerado de urbanização, e tendo em atenção a economia informal, que se pretende quebrar o mito da demolição obrigatória dos musseques em ambiente urbano.  À primeira vista a questão dos assentamentos urbanos informais, os famosos musseques, parece ser um problema sem solução; o investimento em construção de habitações sociais massivas para realojar a população dos musseques se afigura economicamente inviável e em períodos temporais que fogem aos ciclos eleitorais. Mas após anos de experiências fracassadas não só de África mas em cidades latino-americanas conclui-se que é no resolver desta proble...

Será Issaiko? - a questão do feitiço!!!!

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Será Issaiko? O livro tem como título uma questão? Uma questão que percorre toda a obra, e que nos remete a colocar em causa o nosso sistema individual de crenças e valores. Cada leitor parte crente ou descrente dessa sabedoria popular que subjuga seres humanos ao feitiço. “Eu não acredito em bruxas mas que as há! Há!” Este conhecimento vive do mistério subjacente a uma revelação sobrenatural tida por supostos clarividentes ( kimbandeiros ) e cuja veracidade é impossível atestar. Pressupõe-se “confiança cega” na palavra dos kimbandeiros que alegam “ver” mais além que todos os outros, e que dada essa clarividência podem “julgar espiritual e moralmente” seres que desprovidos de protecção social e judicial se vêm ostracizados e menosprezados. Podemos não conseguir verificar a clarividência desses feiticeiros que julgam o espírito dos seres humanos, condenando-os arbitrariamente, por vezes, à morte. Mas podemos atestar sobre a maior parte das vítimas deste julgamento. E coi...

Angola pode e deve liderar no mundo

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JANELAS DE OPORTUNIDADES População jovem Angola à semelhança dos restantes países africanos detém uma população maioritariamente jovem que com “ligeiro” investimento em formação deve ser o motor da indústria que tanta falta faz ao país. Mas sabe-se que à medida que avançamos neste século XXI maior a tendência de robotização e automatização pelo que este processo de potenciar a faixa jovem em benefício do país terá de ser realizado numa janela temporal de 3 anos. A potenciação desta força motriz deverá contar com uma liderança não reduzida ao pragmatismo castrante dos “mais velhos”. A governação da maioria não pode ser conduzida pelo topo da pirâmide demográfica, os eternos jovens entre os 60 e 75 anos. A representatividade democrática deve ser implementada a todos os níveis. Tal como previsto no artigo 53º da Constituição da República de Angola "todo o cidadão tem o direito de acesso, em condições de igualdade e liberdade, aos cargos públicos, nos termos da Constituição ...

Corrupção essa prostituta de novela mexicana

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Empunho esta pena que molho nesta tinta preta que escorre sobre o vermelho verniz das unhas. Este vermelho que transformado em sangue invade a emoção desta caneta. Maldição este sangue que suja as minhas mãos de traição. Este sonho por muitos acalentado e esperado desde os tempos da Sagrada Esperança: “havemos de voltar”. Quem és tu para te interpor entre o sonho de 20 milhões e o teu desejo de corrupto? Quem és tu para desejar mais que todos nós que sonhamos esta nação para todos? Quem és tu vil destruidor de sonhos?! Maldito corrupto que usas o nome de Deus em vão dizendo-te ao serviço do Deus do Amor! Pudera a ira de Deus se abater sobre ti para que conheças o peso da chibatada da humilhação e da dor que causas. Mas este Deus que nos ama também te ama e diz que eu te devo amar! Não julgar! Amar! E aqui estou escrevendo esta carta de renúncia à corrupção e não ao corrupto por mim já perdoado! E aqui estou neste voo tangencial entre o servir e ser servil. E neste momento servem...

Corrupção essa prostituta de novela mexicana

Não podia deixar de falar de corrupção sem falar de prostituição e novelas mexicanas. São temas que me tocam com especial enfadamento. As novelas mexicanas apareceram antes da corrupção e prostituição no meu percurso de aquisição de consciência. Todas são assustadoramente apelativas pela rede complexa de enredos que envolvem e que acabam sempre na perdição do lugar no paraíso. A corrupção encerra um acto de sedução entre um mais poderoso e um mais fraco. O dilema é que esta sedução culmina com uma adulteração ou degradação moral. Seja através de suborno, peculato, fraude e extorsão a corrupção implica o uso do poder ou autoridade em proveito próprio. Nem que esse proveito próprio implique a morte de milhões. Nesta novela mexicana temos como actores principais o Corruptor e o Corrompido e a contracenar num plano secundário os coniventes e os irresponsáveis. 

JET SET BANTU

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Jet set bantu - 6400 milionários em 6 anos e 7 formas de destruir um país Mais que muitas vezes ouvimos falar no jet set, mas menos no termo bantu . Nesta abrupta diferença temos visto surgir uma ponte aérea que faz questão de unir estes dois termos tão etimologicamente apartados. Ambas as designações se referem a um conjunto de indivíduos, no entanto, só em algumas ocasiões se tornam no mesmo grupo. Não tão raras vezes há um grupo bantu que atravessou a Kalunga até à terra dos mortos para virar jet set . Numa azáfama maluca para dar ao país algo que noutros países também há (inquestionavelmente) criaram-se 6400 milionários do erário público em 6 anos. O famoso jet set bantu não provém de herdeiros de fortunas de alguém que construiu um império, assim como os famosos Hilton. Mas sim da delapidação do “bem comum”, numa forma de subsídio ilimitado para não privar o país de algo tão singelo como um grupo de pessoas que anda de jato e cuja inutilidade é indiscutível.  ...